O ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, afirmou em entrevista à CNN que, caso o presidente Donald Trump decida aumentar a tarifa de importação sobre o etanol brasileiro, o Brasil deve apostar no caminho do diálogo, destacando as vantagens do etanol nacional.
Ainda não se sabe quais produtos o governo dos EUA pretende taxar no chamado “Dia da Libertação”.
Mas há um consenso entre as partes envolvidas de que o etanol está na mira das novas tarifas. “Dia da Libertação” é como Trump vem se referindo ao 2 de abril, data em que ele pretende anunciar a aplicação de “tarifas recíprocas” no comércio internacional.
O anúncio está previsto para 17h (horário de Brasília). “O caminho é sempre o diálogo. Mostrando que o nosso etanol é diferente do etanol de milho, tem mais vantagens competitivas, inclusive ambientalmente falando.
Então, nós podemos mostrar vantagens competitivas que convençam os americanos da qualidade do nosso etanol”, afirmou o ex-ministro.Rodrigues ainda avalia que as tarifas, por si só, não são tão preocupantes quanto parecem.
O que realmente causa apreensão é o efeito cascata e as incógnitas relacionadas às reações que podem surgir de outros países.“Vamos ver qual é o tamanho do reflexo disso no nível global. Uma coisa é o que o Brasil vai sofrer diretamente no impacto dos Estados Unidos.
Mas muito mais importante que isso é como o resto do mundo vai reagir”, disse.
O ex-ministro ainda elogiou a atuação do governo brasileiro, que tem se dedicado de forma intensiva nos diálogos com o governo americano.
Roberto Rodrigues é engenheiro agrônomo e professor, conhecido, principalmente, por sua atuação como ministro da Agricultura entre 2003 e 2006, durante o primeiro governo do presidente Lula.
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Fonte: www.cnnbrasil.com.br