Do plano de tarifas “recíprocas” anunciado pelo presidente Donald Trump nesta quarta-feira (2), 126 parceiros comerciais dos Estados Unidos contarão com uma taxação mínima de 10% para venderem seus produtos.
A medida começa a valer a partir da meia noite de quinta-feira (3), e foi anunciada por Trump em uma coletiva de imprensa no Roseiral da Casa Branca, no que chamou de “Dia da Liberação”.
Segundo o republicano, o patamar de 10% é uma base, e taxas maiores serão aplicadas a países específicos. O Brasil é um dos países que terão que pagar a porcentagem para vender produtos aos EUA.
Atualmente, a cesta de principais itens exportados pelo país sul-americano é composta por óleos brutos de petróleo (14%), produtos semi-acabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço (8,8%), aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (6,7%), café não torrado (4,7%) e ferro-gusa, spiegel, ferro-esponja, grânulos e pó de ferro ou aço e ferro-ligas (4,4%).
Na contramão, o presidente anunciou que 40 países contarão com uma tarifa superior a 10%. As maiores figuram entre Lesoto, São Pedro e Miquelão e Camboja, com 50%, 50% e 49% respectivamente.
De acordo com Trump, há uma taxação desproporcional, que colocou a “segurança industrial” dos Estados Unidos sob risco, e a medida deve criar empregos e fortalecer o comércio interno.
Com promessas de reduzir a dívida nacional e reequilibrar o comércio global, Trump já promulgou tarifas abrangentes contra importantes parceiros comerciais e setores-chave — incluindo aço e alumínio, em 25%.
As medidas também serão aplicadas a parceiros importantes dos Estados Unidos, como a China, que cobra 67% e contará com uma tarifa de 34%.
Em comunicado divulgado pela Casa Branca após o anúncio, o governo americano afirmou que “o Presidente Trump implementou tarifas de 20% sobre a China para enfrentar a ameaça do influxo sustentado de opioides sintéticos, incluindo fentanil, vindos da China para os Estados Unidos.
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Fonte: www.cnnbrasil.com.br