A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (2), a Operação White Coffee para desarticular uma associação criminosa especializada no tráfico internacional de drogas. A ação tem como objetivo interromper as atividades do grupo e aprofundar as investigações sobre outros possíveis envolvidos.
Ao todo, 40 policiais federais cumprem 8 mandados de prisão preventiva e 11 mandados de busca e apreensão em Campinas, Santo Antônio de Posse e na capital paulista. As ordens foram expedidas pela 9ª Vara Federal de Campinas. Até o momento, cinco suspeitos foram presos.
As investigações tiveram início em 4 de setembro de 2024, após uma apreensão feita pelo 1º BAEP da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Na ocasião, um laboratório clandestino de drogas foi descoberto na Avenida Francisco Glicério, em Campinas. Durante a operação, dois homens foram presos ao tentar enviar um quilo de cocaína para a Itália, escondido dentro de garrafas térmicas.
A análise de dispositivos apreendidos, documentos escritos, dados telemáticos e registros financeiros revelou um grupo sofisticado, especializado na preparação, embalagem e dissimulação de drogas para envio ao exterior.
Os entorpecentes eram remetidos para Portugal, Inglaterra, Itália, Alemanha, Dinamarca e Dubai, ocultados em encomendas aéreas junto a objetos comuns para dificultar a fiscalização aduaneira.
Os investigados demonstraram alto conhecimento técnico na manipulação química da droga, incluindo fentanil, além de utilizarem uma empresa de fachada para intermediar as remessas.
O grupo também operava com contabilidade sofisticada para maximizar os lucros e empregava uma linguagem cifrada, evidenciando sua estabilidade e estrutura organizada.
Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados. Os suspeitos responderão por tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, crimes que, somados, podem resultar em penas superiores a 40 anos de prisão.
O nome da operação, White Coffee, faz referência ao termo “café”, utilizado pelos criminosos como código para cocaína em suas comunicações sigilosas.
*Sob supervisão
Fonte: www.cnnbrasil.com.br